Agência Minas Gerais | Crianças com traqueostomia e doenças raras ganham festa especial no Hospital Infantil João Paulo II


O pátio do Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) ganhou cores e atrações especiais, nesta terça-feira (10/3), para homenagear os pequenos guerreiros que convivem com condições raras e com o uso da traqueostomia.

Em referência ao Dia Mundial das Doenças Raras e ao Dia Nacional da Criança Traqueostomizada, a unidade, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), uniu profissionais de saúde, pacientes e seus familiares, em uma ação de conscientização, reafirmando o compromisso com o cuidado integral e humanizado dos pequenos usuários do Sistema único de Saúde (SUS).

A festa contou com convidados especiais, como a grafiteira Raquel Bolinho, que pintou uma parede inteira em homenagem às crianças, o grupo de percussão Bloco Show, os Doutores Palhaços e o Hahaha, que se juntaram à equipe do hospital para levar alegria e afeto.

“O João Paulo II é muito mais que um hospital. É referência de excelência e uma família que acolhe os pacientes. Temos muito orgulho dele fazer parte da Rede Fhemig e estaremos sempre à disposição para fazer cada vez mais e melhor por esta unidade e pelas crianças”, afirmou a presidente da fundação, Renata Dias. 

O neurologista da Unidade de Doenças Complexas do hospital, André Barbosa, aproveitou para destacar os avanços na ciência, que permitem uma qualidade de vida cada vez maior das crianças com doenças raras.

“Vejo que estamos em uma nova era. Antes, a luta era pelo diagnóstico, para tentar minimizar os efeitos das doenças nos pacientes. Hoje, com a triagem natal, estamos escrevendo novas histórias e vendo desfechos completamente diferentes, que até cinco anos atrás achávamos impossível”, ressaltou.

A pneumologista do Serviço de Assistência Integral à Criança Traqueostomizada (Sait), Isabela Picinin, lembrou a importância de não apenas comemorar, mas de todos se conscientizarem sobre essas datas. “Nós somos vozes de muitas famílias. Essas crianças precisam de visibilidade, de dignidade, e hoje é o dia de falar que elas e seus familiares existem”, afirmou.

 

Pedro Chagas

Qualidade no atendimento

Thamyres Viviane, mãe da Thalyta, que tem síndrome de Pierre Robin e Stickler, contou como a unidade fez diferença no tratamento da menina. “Desde quando conhecemos o hospital, tivemos um alívio muito grande. Aprendi a aspirar corretamente e, graças a Deus e à toda equipe do HIJPII, faz um ano que ela foi decanulada (retirado o aparelho de traqueostomia) e hoje está com o pescocinho livre”, contou. “A traqueostomia salva vidas e minha filha está aqui para mostrar que é um verdadeiro milagre. Sou muito grata a todos vocês”, afirmou. 

Francielle Pinheiro Ferreira, mãe de Nikolas, traqueostomizado após nascer com apenas 27 semanas, concorda. “O HIJPII foi de extrema importância para o desenvolvimento do meu filho. Eles cuidam da criança, mas abraçam a família. Tem aquele carinho que faz até com que a gente esqueça que está em um hospital”, disse.

Obra pronta

Ao final do evento, a grafiteira Raquel Bolinho terminou sua arte no pátio do hospital. O último detalhe foi a traqueostomia de um dos bolinhos. Ela é a criadora do cupcake colorido que se tornou um ícone da arte urbana de Belo Horizonte e já havia marcado presença no evento do ano passado.

“É muito legal estar aqui de novo. Fiquei sabendo que o outro Bolinho tem feito o maior sucesso e espero que este também seja uma fonte de sorrisos e distração para todos que passarem por aqui”, afirmou.

Sobre o hospital

O Hospital Infantil João Paulo II foi credenciado pelo Ministério da Saúde, em 2019, como o primeiro Centro de Referência em Doenças Raras de Minas Gerais e atende mais de mil pacientes por ano.

Além disso, o hospital é pioneiro na assistência integral às crianças traqueostomizadas e possui o maior número de usuários cadastrados no estado, prestando assistência ampla e de qualidade às crianças, promovendo a troca de cânulas regularmente e realizando treinamento dos familiares e cuidadores para o manejo adequado da traqueostomia. 



Fonte: Agência Minas

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